Francisco Naldo Póvoas
Faculdade Atenas Maranhense - FAMA
Curso: Pós-Graduação em Didatica Universitária
20 / 06 / 2008
Faculdade Atenas Maranhense - FAMA
Curso: Pós-Graduação em Didatica Universitária
20 / 06 / 2008
RESUMO
O presente artigo tem como objetivo fazer um diagnóstico psicopedagógico das principais causas da falta de atenção de crianças e adolescentes das escolas da rede publica de ensino. Este assunto tem deixado muitos professores preocupados e sem saber, muitas vezes, o que fazer para sanar este problema que se impregna e assola os ambientes escolares. As tensões têm se apresentado de formas distintas e levado muitos alunos a comportamentos incompreensíveis por parte dos agentes da Educação. A comunicação e os vínculos familiares têm se desgastados e repercutido negativamente na aprendizagem escolar e levado à falta de atenção. Muitos professores não têm se preocupado em embelezar suas aulas, de forma que os alunos não vêm sentido no que é ensinado, levando, assim, muitos alunos a não darem atenção às aulas.
Palavras-chaves: Tensão, atenção, concentração, comunicação, relações vinculares.
EL RESUMEN
O presente artigo tem como objetivo fazer um diagnóstico psicopedagógico das principais causas da falta de atenção de crianças e adolescentes das escolas da rede publica de ensino. Este assunto tem deixado muitos professores preocupados e sem saber, muitas vezes, o que fazer para sanar este problema que se impregna e assola os ambientes escolares. As tensões têm se apresentado de formas distintas e levado muitos alunos a comportamentos incompreensíveis por parte dos agentes da Educação. A comunicação e os vínculos familiares têm se desgastados e repercutido negativamente na aprendizagem escolar e levado à falta de atenção. Muitos professores não têm se preocupado em embelezar suas aulas, de forma que os alunos não vêm sentido no que é ensinado, levando, assim, muitos alunos a não darem atenção às aulas.
Palavras-chaves: Tensão, atenção, concentração, comunicação, relações vinculares.
EL RESUMEN
El presente artículo tiene como objetivo hacer un diagnostico psicopedagógico de las primordiales causas de la falta de atención de las crianzas y adolescentes de las escuelas publica de enseño. Este asunto tiene dejado muchos profesores preocupados y sin saber, muchas veces, lo que hacer para solventar el problema que impregnase y desuela los ambientes escolares. Las tensiones tienen se expuesto de formas distintas y llevado muchos alumnos a comportamientos incomprensibles por parte de los agentes de la Educación. La comunicación y los vínculos familiares tienen se desgastados y repercutido negativamente en la aprendizaje escolar y llevado a la falta de atención. Muchos profesores no tienen se preocupado en embelesar suyas clases, de forma que los alumnos no miran sentido en lo que es enseñado, llevando, así, muchos alumnos a no dar atención a las clases.
Palabras-llaves: Tensión, atención, concentración, comunicación, relaciones vinculares
O presente artigo é o resultado de observações realizadas sobre a falta de atenção e tensões dos alunos da Rede Pública Municipal de Ensino do município de Maracaçumé.
A falta de atenção de muitos alunos é preocupação constante entre os educadores do referido município. A falta de atenção e as tensões em que vivem muitos alunos nos ambientes escolares, têm deixado muitos professores preocupados e desencantados profissionalmente.
Se a falta de atenção é um problema nos ambientes escolares, faz-se, então, necessário um diagnóstico psicopedagógico para reconhecimento das causas e busca de uma proposta que possa sanar esse terrível vilão que vem assustando muitos educadores.
Desde épocas muito remotas até pouco tempo atrás a escola quase não falava em falta de atenção dos alunos. Não que as crianças fossem menos crianças e mais adultas que as de hoje ou porque os professores fossem mais preparados, mas porque eram obrigadas. Segundo Barbosa (2006, p. 27), a aprendizagem era imposta com castigos severos como: gritos, palmatórias e outros tipos de punição.
Ao contrário da Escola Tradicional que punia para haver aprendizagem, a Escola Nova entende que deve preparar os professores para que haja aprendizagem de forma mais humana e consistente. No entanto é possível observar que a falta de atenção dos alunos elevou-se. Isso pode significar: a sociedade desenvolveu-se no entendimento dos seus direitos e conceitos enquanto que a escola não está sabendo como lidar com os novos valores da sociedade ou está existindo um grande abismo entre a teoria e a prática docente. Segundo Silva (2004, p. 172), em seu artigo apresentado durante o V Congresso Internacional de Educação,
"Salas de aula intranqüilas, agitadas, em devaneios, em desequilíbrio... está mais do que provado que estas situações dependem basicamente da atuação do educador. Turmas nestas classificações, são realidades em todo país. Sente-se uma grande necessidade de reflexão, por parte do regente de sala, sobre a forma ideal para atingir-se uma aula de maior qualidade, pois diante dos estudantes que querem realmente crescer e das famílias que exigem muito dos filhos e da escola, o caminho a ser percorrido pelo professor é ousado, dinâmico e exigente. A situação atual sobre o relacionamento professor-aluno, aponta aos docentes que há urgência em atualizarem seus métodos psicopedagógicos".
Este ponto de vista deve ser respeitado, todavia há uma pergunta que pode ser feita: Quais as reais fontes dessa falta de atenção e de toda essa problemática de relacionamento? Será que a solução depende somente da atuação do educador?
Na certeza de que o ponto de vista aqui exposto vai contribuir com os professores preocupados com essa questão, que parece sem jeito para muitos, torna-se importante a relevância deste diagnóstico, com a convicção de que é necessário que o professor conheça o nível de atenção dos alunos nos ambiente escolares e ainda que esse diagnóstico depende de severas observações do nível de tensão dos alunos, encantamento das aulas, uma boa comunicação, relações vinculares fortes com o professor e a família.
Para medir a tensão de um vapor; o grau de esticamento de um arame; a força encolhedora de uma mola que se acha esticada ou verificar a pressão arterial de uma pessoa, usa-se o “tensiômêtro”. Porém para diagnosticar o nível de tensão, atenção e concentração, relações vinculares e comunicativas de um aluno, usa-se o estudo psicopedagógico do meio, do comportamento do aluno, dos métodos e processos de ensino-aprendizagem.
A priori, é importante observar que se acrescentarmos o prefixo “a” que significa “ausência de” ao termo “tensão” temos o neologismo “atensão” que quer dizer “ausência de nervosismo, angústia e outros problemas psicológicos”. Segundo o Dicionário de Larousse Cultual da Língua Portuguesa, tensão é “excitação, enervamento”. Para mim, é “um sentimento desconcertante que deixa alguém sem saber o que fazer, desorientado, embaraçado. É uma grande preocupação que ataca os nervos e priva dos sentidos, tirando a capacidade de concentração da pessoa”. Dessa forma percebe-se claramente que a atenção exige ausência de tensão, ou seja, de situações que pode desencadear uma ruptura, um conflito. E é sob esse conceito que estudaremos a importância do Diagnóstico Psicopedagógico do nível de Tensão e Atenção do aluno.
Como foi visto no parágrafo anterior, tensão e atenção são dois termos de sentidos antagônicos, mas que apresentam idéias que se cruzam, interferindo, assim, positiva ou negativamente uma à outra.
Uma pessoa, por exemplo, angustiada, nervosa, excitada por algum tipo de revoltada, triste ou com a auto-estima baixa, dificilmente terá a mesma disposição e concentração que uma pessoa emocionalmente lúcida e equilibrada. Por isso é importante que o professor seja um eterno observador das tensões que os alunos podem está sofrendo. E precisa entender ainda que nem sempre o aluno demonstra isso tão claramente.
A tensão desestabiliza e priva o aluno da percepção pelos sentidos que são as portas através das quais a mensagem chega à alma. E uma vez privado da percepção pelos sentidos, conseqüentemente está privado também da assimilação pelas faculdades da alma: o intelecto que pensa, o sentimento que sente e a vontade que age; do juízo que é uma comparação de idéias ou conceitos; do raciocínio que é uma comparação de juízos ou conclusão sobre determinado assunto. E dessa forma, a tensão psicológica leva muitos alunos a não aprenderem o que é ensinado com facilidade (Zibordi, 2004).
A tensão se apresenta de forma distinta, dependendo do temperamento de cada aluno. Segundo Veiga et al (2000, p. 60) as pessoas que se sentem rejeitadas por outros, sentem e manifestam ansiedades. A ansiedade, por sua vez, é um tipo de tensão frenética. Muitos alunos vivem essa tensão frenética, ou melhor, algumas crianças ao se depararem com determinados problemas, em vez de ficarem tristes, cabisbaixo ou acuadas no canto da sala, ficam agitadas, não conseguindo parar, prestar atenção, concentrar-se e agir com ponderação. Além de agitadas, esse tipo de tensão deixa muitas crianças impacientes e quase sempre respondem com aspereza ao professor, quando reclama sobre as suas inquietações. Nas crianças esse tipo de tensão pode ser causado também pelo estresse, pelas várias horas que passa na frente da televisão, consternações, vontades reprimidas e outros fatores semelhantes.
Para que haja aprendizagem é necessário que a criança esteja vinculada ao conhecimento. Para que a criança esteja vinculada ao conhecimento é necessário que haja concentração. Para que haja concentração é necessário que haja atenção. E para que haja atenção é necessário que haja “atensão” e disciplina. E para que haja disciplina é preciso que o professor a imponha por meio de métodos didaticamente criativos.
A atenção depende da boa vontade do aluno, do afeto pelo assunto abordado, da intenção ou objetivos pessoais, pretensão ou aspiração profissional, projeto de vida (propósito, desígnio); depende da curiosidade, da emoção e de uma aprendizagem totalmente significativa. Todavia para que isso ocorra é necessário que o aluno seja estimulado pelo professor e pela família. É necessário que haja o encantamento e o prazer da busca pela beleza da aquisição de novos conhecimentos.
A atenção é o ato do aluno se colocar à disposição do professor. Quando o aluno dá atenção ao professor, conseqüentemente passa também por um processo de concentração. A concentração é o vínculo que o aluno cria com o conhecimento, com a finalidade de sugá-lo e adquiri-lo para si.
Muitos alunos não dão a devida atenção para seus professores porque estão tensos, nervosos, agitados e angustiados por conta de um ou outro problema que afeta sua quietude, como por exemplo, uma briga e separação dos pais; a não aceitação da situação financeira da família; a superproteção dos pais, seguida de indisciplina, a rejeição ou o sentimento de não ser bem-vindo na sua família; o despreparo do professor; a superlotação da turma; a falta de sentido no que está sendo ensinado e outros. Estes fatores levam muitos alunos a vêem a escola como um “ambiente passatempo” – onde podem brincar de aprender – ou como um “antro de aflição” – aonde vão porque são obrigados pelos pais, pelos professores e pela sociedade, mas que na verdade não sentem necessidade nem desejo de aprender, porque não vêem sentido ou porque o que é ensinado não faz sentido às suas necessidades, vindo daí o desinteresse, a falta de atenção e conseqüentemente o que chamamos de fracasso escolar. Por outro lado muitos alunos não aprendem simplesmente porque não há disciplina na sala de aula. Outros, simplesmente porque não conseguem se concentrar em um ambiente tumultuado. E outros porque o professor não atenta para as suas tensões.
Portanto é importante que o professor conheça o nível de concentração de cada aluno. O que chama atenção dos mesmos. Os problemas que os desconcentra com facilidade. E finalmente buscar métodos de ensino que possam atender e desenvolver o nível de concentração, atenção e vinculação ao conhecimento e processo-ensino-aprendizagem de cada discente.
A atenção depende de uma boa disciplina e a disciplina de uma boa comunicação entre professor, pai e aluno. Segundo Chamat (1997, p. 19) a comunicação familiar truncada, onde os medos e ansiedades dos pais não são revelados explicitamente, caracteriza relações vinculares doentias. Esse vínculo doentio pode se acentuar com maior eficácia na sala de aula se o professor não tiver o cuidado de diagnosticá-lo e combatê-lo com métodos de ensino apropriados.
Para Chamat (ibidem), a comunicação truncada é permeada de segredos que as crianças não podem tomar conhecimento, porém, conforme observação, em muitas famílias não há comunicação, mesmo truncada. Os filhos passam o dia na casa do vizinho ou na rua com outras crianças. Enquanto isso, muitas mães estão trabalhando, diante de uma televisão ou tratando de outros interesses da família. Dessa forma, esquecem que seus filhos são mais importantes e deixam a comunicação e o ensino de lado. Assim, muitos alunos não sabem parar para ouvir um conselho, uma explicação sobre determinado assunto, porque não aprendem isso nos seus lares. E isso não é conseqüência apenas de uma comunicação truncada, mas sim de uma convivência truncada. E esse arquétipo de vida, interação e comunicação aprendidos pelos alunos nos seus lares são reproduzidos em outras relações e ambientes, principalmente na escola, impedindo, assim, o aluno de dá atenção ao professor ou à aula, concentrar-se e, conseqüentemente, vincular-se ao mundo das idéias.
Segundo Chamat (ibidem) uma comunicação truncada repercute negativamente na aprendizagem da criança, compromete sua capacidade de análise, inibe suas vontades, suas atitudes e finalmente a criança não aprende porque “o pensar envolve também entrar em contato com as emoções” e é justamente o que ela procura evitar, recalcando as emoções e, conseqüentemente, recalcando o pensar.
O fracasso escolar de muitos alunos, sem dúvida, está ligado à falta de concentração que por sua vez pode está relacionada ao simples processo de vinculação do mesmo com o professor, a escola, a família ou ao nível de encantamento das aulas. A atenção leva à concentração; a concentração, ao vinculo com o professor e com o conhecimento. Para Klein (apud Chamat, 1997), o nível e tipo de vinculação que a criança estabelece com as pessoas que a cercam vão determinar o nível e o tipo de vinculação estabelecida com o conhecimento, repercutido, assim, na sua aprendizagem escolar.
Segundo a revista Nova Escola (2003, p. 17) é por meio dos vínculos que a aprendizagem acontece. As relações vinculares interferem no desempenho dos alunos, embora muitos professores não dêem a devida importância aos fatores afetivos.
O encantamento de uma aula bem planejada produz aspiração. A aspiração exige atenção. A atenção por sua vez leva à curiosidade. “A curiosidade é a alma da aprendizagem”, afirma Steiner e Piaget. Segundo Gadotti (2003, p.49) “só aprendemos quando colocamos emoção no que aprendemos. Por isso é necessário ensinar com alegria”. Toda e qualquer aprendizagem exige não apenas esforço intelectual, mas também um estado de espírito prazeroso que desiniba a inteligência e a capacidade de aprender. Sabemos, com efeito, que as perturbações emocionais como a ansiedade, o medo ou a insegurança inibem o intelecto condicionando todas as funções cognitivas que são chamadas a intervir na elaboração do raciocínio (lógico, analítico, criativo, etc.) e nas atividades da memória (registro, evocação, etc.). Estimular a auto-estima e a autoconfiança nas crianças em idade escolar deve ser uma das principais preocupações dos pais e dos professores para que o esforço de aprender seja facilitado e estimulado por estados emocionais positivos (Póvoas et al, 2006 – Projeto de Pesquisa).
Quando um aluno pára e diz ao professor(a) “explique a aula que vou prestar atenção” ele estar se colocando a disposição do professor. O professor, por sua vez, não pode perder a oportunidade de usar as palavras certas, no tom certo e com o encantamento certo, para fazer o aluno entrar num processo de concentração-desconcentradora, isto é, que seja capaz de tirar a atenção do aluno de uma brincadeira, por exemplo, e conduzi-lo criativa e habilidosamente no processo de ensino-aprendizagem.
Para que uma aula seja, de fato, encantadora e capaz de prender a atenção do aluno é necessário que o professor seja também encantador. Para GADOTTI (2005, p. 55) neste mundo de desencanto e agressividade constantes, o professor deve ser um profissional do encantamento, aquele que domina a arte de reencantar, de despertar nas pessoas a capacidade de engajar-se e mudar. O bom professor de quem trata Paulo Freire (1997, p. 96) é um exemplo de professor encantador:
"O bom professor é o que consegue, enquanto fala, trazer o aluno até a intimidade do movimento de seu pensamento. Sua aula é assim um desafio e não uma ‘cantiga de ninar’. Seus alunos cansam, não dormem. Cansam porque acompanham as idas e vindas de seu pensamento, surpreendem suas pausas, suas dúvidas, suas incertezas".
Uma aula encantadora envolve vários ingredientes e exige que o professor saiba buscá-los. Saiba buscar informações, fazer demonstrações, perguntas e elogios; lidar com a diversidade, criar vínculos e estimular a pensar; saiba comunicar, explicar e identificar necessidades. Tudo isso são princípios de um bom trabalho docente e do encanto de uma aula.
Portanto, diagnosticar o grau de tensão, atenção e concentração dos alunos ajuda o professor encontrar métodos de ensino certos, apropriados e eficazes para o pleno desenvolvimento do aluno.
Para detectar as tensões e sanar a falta de atenção na sala de aula, o professor deve investir na aquisição dos sabres docentes e, sobretudo, na aproximação da teoria à prática. Deve investir em: comunicação, inteligência intrapessoal, relações vinculares sadia com os alunos e outros saberes psicológicos, sociais, pedagógicos e didáticos. Deve investir em métodos de ensino atraentes, inspiradores e condutores. Métodos que atraia a atenção dos alunos para o que é ensinado; encante e desperte as suas vontades e desejos; leve à busca constante e própria do vínculo com o conhecimento e processos de ensino e, conseqüentemente, da aprendizagem.
A metodologia de ensino que não traz em sua essência essas três qualidades, não consegue resolver o problema da falta de atenção dos alunos. Além do mais, não pode ser digna de aceitação no meio docente. Conclui-se ainda que toda metodologia mal comunicada ou mal aplicada contribui muito para a falta de atenção do aluno. Portanto, urge a necessidade de repensar as metodologias psicopedagógicas de ensino.
A qualidade da aula mal planejada e quase sem sentido para uma vida atualizada e dinâmica, como se ver, deixa os alunos desatentos, desconcentrados e obsta as possibilidades do mesmo aprender com facilidade.
Por outro lado, as relações vinculares e comunicativas do aluno com o meio escolar e social, com o professor e com a família, de modo geral, não tem sido das melhores, por conta de uma serie de negligências dos educadores (pais e professores) que têm lavado muitos alunos a uma tensão frenética (convulsa, rumorosa, agitada, ansiosa, nervosa); outros a uma tensão colidente (atemorizada, preocupante, emocionalmente debelada, abstrusa). Por conseguinte, tanto uma como a outra desestabiliza e tira a atenção dos alunos.
As tensões interferem de forma preocupante na aprendizagem dos alunos. Os medos, as ansiedades, as incertezas, as violações sofridas no lar, as reprimendas, as vontades reprimidas, as separações dos pais, a falta de atenção ou a superproteção dos pais, o atendimento irrefletido de todas as vontades da criança, a ausência da educação do lar e outros fatores semelhantes têm levado muitas crianças à construção de um autoconceito conflitante e psicologicamente desvirtuado que, por sua vez, culmina na falta de atenção, concentração e vinculação com o conhecimento e aquisição do mesmo (aprendizagem).
Isso nos faz concluir que a falta de atenção nas salas de aula é um problema causado por essa série de tensões já citadas e relações vinculares truncadas e que a solução da questão não depende somente do professor, mas também da família.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BARBOSA, Laura Monte Serrat. Psicopedagogia: Um diálogo entre a Psicopedagogia e a Educação. Curitiba: Bolsa Nacional do Livro, 2006.
CHAMAT, Leila Sara José. Relações vinculares e aprendizagem: um enfoque psicopedagógico. São Paulo: vetor, 1997.
ENSINAR BEM é criar vínculos. Revista do Professor Nova Escola. São Paulo, v. 18, nº 167, p. 17, nov. 2003.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa, São Paulo, Paz e Terra, 1997.
GADOTTI, Moacir. Boniteza de um sonho: ensinar-e-aprender com sentido /
Novo Hamburgo: Feevale, 2003.
PÓVOAS, Francisco Naldo et al. O fracasso escolar nas series iniciais do ensino fundamental. Maracaçumé, 2006, 16 p. (Trabalho de Conclusão de Curso: Projeto de pesquisa apresentado à Faculdade Atenas Maranhense – FAMA, para obtenção do titulo de Pós-Graduado em Didática Universitária).
SILVA, Maria Íris Barros e. O educador e os desafios para uma aula de qualidade. Trabalho apresentado no Congresso Internacional de Educação, V, 9-12 ago. São Luis-MA, 422p. (Anais).
VEIGA, Ilma Passos Alencastro; CASTANHO, Maria Eugênia L. M et al. Pedagogia Universitária: a aula em foco. Campinas, SP: Papírus, 2000.
ZIBORDI, Ciro Sanches. Leis do ensino. Revista Ensinador Cristão. Rio de Janeiro, v.. 6, nº 21, p. 48-50, out./nov./dez. 2004.